Política Pinheiro fala em “legitimidade” de Lídice, mas evita escolha entre ela e Coronel na majoritária

Publicado em 08/05/2018 às 07:15h

 

Eleito ao Senado Federal em 2010 numa dobradinha com Lídice da Mata (PSB), Walter Pinheiro (sem partido) – senador licenciado e secretário de Educação da Bahia -, assiste de longe à corrida que a colega socialista faz para tentar a reeleição compondo uma das vagas na chapa majoritária do governador Rui Costa (PT).

A senadora já descartou a possibilidade de candidatura solo e segue as tratativas internas para assegurar o espaço, que também é pleiteado pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo coronel, pela cota do PSD.

“Eu estou em uma situação muito tranquila, porque fiz a opção de não mais disputar o parlamento e diria até que estou numa situação privilegiada. Não posso ser juiz nem incendiador de um lado nem do outro. É uma disputa natural. Óbvio que tem elementos da política, elementos pautados de cada partido que se compõe, se agrupa. É um debate que sempre norteou. Você faz uma frente, estabelece alianças. Você tem a participação dos partidos. Até então não tem a disputa individual. Se tivesse eu até poderia entrar aí já que estou sem partido”, declarou Pinheiro nesta segunda-feira (7), durante o lançamento oficial do XIX Encontro Internacional Virtual Educa, no prédio da Governadoria.

Segundo Walter Pinheiro, o grupo deve tocar as conversas tendo o cuidado de evitar desgastes internos e pontuou que, pelo histórico, Lídice tem legitimidade. 

“Obvio que Lídice tem mais que legitimidade e tem o fato de ter a participação. Não acho que seja um debate para se fazer um acirramento. Tem que continuar no campo das ideias. Mas, vamos ter uma definição a partir da composição de forças do processo eleitoral. Eu só fui candidato ao Senado em junho de 2010 por força dessa alteração da composição das forças políticas”.

O secretário de Educação da Bahia também falou sobre as especulações de seu possível desembarque no PSD.

“Esse rumor do PSD tem desde o dia que saí do PT. Tive várias conversas com Otto logo após a minha saída, disseram até que a vaga do senado era minha e eu disse que não estava correndo atrás de vaga. Eu não quero mais voltar ao parlamento. Não é nenhuma repulsa, é que já chegou meu tempo, já tenho 26 anos no parlamento. Já dei uma boa contribuição no parlamento e acho que pode contribuir em outra esfera”.

Em seguida, Walter Pinheiro comentou sobre a menção do seu nome como possível candidato à prefeitura de Salvador em 2020.

“Não estou discutindo 2020. Vamos passar por 2018. Temos a eleição do governador, uma eleição difícil. Até 31 de janeiro de 2019 estarei sem partido. Não abri conversa com ninguém. Não estou fazendo nenhum leilão, não me ponho como solução para 2020, seria muita presunção”.
 

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